quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O professor de história e a socialização hoje.

     Antes de falar sobre o papel do professor de história é preciso pensar, na própria função de professor, seja qual disciplina ele lecione. Sejam professores das ciências exatas, biológicas, linguísticas ou humanas, todos são agentes da memória. Pois como dito na postagem anterior, a escola tem como função a transmissão das aquisições das gerações anteriores, ou seja, transmissão da memória social.
     Na sociedade atual, caracterizada pela tecnologia informacional, ao contrário do que muitos possam pensar, vendo à difusão do ensino a distância e de inúmeras novas plataformas de ensino, o professor torna-se cada vez mais necessário. A aqueles que imaginam um futuro sem professores, eu digo: estão enganados!
     Tudo bem os professores, não possuem hiperlinks, barra de atalhos, HD de 500 Giga e muito menos processador Intel Core i3, mas são por excelência comunicadores e formadores de opinião, são agentes de valores. O novo grande desafio para esses mestres, além dos inúmeros que já estamos tão acostumados na educação brasileira, é se adaptar a esta enxurradas de novas tecnologias e o imenso fluxo de informações que chegam aos alunos a todo o instante. 
     Não adianta negar essas inovações, elas sem dúvida vieram para ficar, o primeiro passo é ser um professor que ensina, mas ao mesmo tempo que aprende, para dessa forma tornar o que seria um possível “rival” em um bom aliado. Que fique bem claro que não estou dizendo para os professores abandonarem o quadro, nem a oratória e suas tradicionais gesticulações, o professor ainda é, e sempre será humano.
     Bom, retomando o título deste post, eu vejo o professor de história como alguém responsável por: conectar seus alunos com o mundo (olha ai uma expressão do mundo virtual!); construir pontes entre o véu do tempo, retomando o passado, com os olhos do presente é claro, na eterna busca da compreensão do próprio homem. O professor de história é quem deve ser capaz de “humanizar os homens” cada vez mais “artificiais”, porque afinal de contas o historiador é necessariamente um “farejador de homens” como diria Marc Bloch. Eu, como futuro professor de história que pretendo ser, tenho essas expectativas entorno da minha própria profissão.

     Talvez digam que sou um romântico ultrapassado, mas se definir o professor como o grande artífice do conhecimento e da criticidade no mundo é estar fora de moda, digamos que eu sempre usarei calça boca de sino e cabelo Black Power!

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