Como adiantei no post anterior, este post, o segundo dessa terceira unidade, está relacionado às Novas Didáticas.
Na ultima aula, a professora nos propôs uma atividade: a simulação de um tribunal. Metade da turma ficaria responsável por “acusar” as Novas Didáticas, e a outra responsável por “defende-la”, sem considerar nossos próprios posicionamentos em relação ao assunto.
Fiquei com o grupo responsável por defender as Novas Didáticas, mostrar que elas são muito interessantes e de fato merecem serem aplicadas no cotidiano do ensino. Tivemos alguns minutos para desenvolver argumentos, baseados na leitura do texto indicado pela professora na aula anterior. Eu ainda fiquei com o papel de advogado e, portanto o responsável por expor os argumentos do grupo.
Apesar do pouco tempo disponível, o “tribunal” foi interessante, os acusadores basearam seus argumentos na ideia de que as Novas Didáticas, não se preocupavam com a realidade social do alunos, e de nada adiantaria liberdade no processo ensino/aprendizagem se o mundo fora da escola não é assim.
Na defesa, argumentamos que é justamente as Novas Didáticas que possibilitariam essa mudança na sociedade.
O resultado avaliado pelo júri formado por três alunos decretou empate!
Durante a atividade não conseguimos abordar uma grande gama de assuntos, que são importantes na Nova Didática, principalmente no que se refere às estratégias que os próprios alunos utilizam em relação às atividades propostas pelos professores nas Novas Didáticas.
Quando li:
a) sofrer todos os tormentos á força do conformismo;
b) desembaraçar-se o mais rapidamente possível do trabalho com um mínimo de esforço;
c) perder o máximo de tempo;
d) fingir que não compreende nada das instruções e que é impossível avançar;
e) contestar abertamente a utilidade do trabalho pedido ou negociar as suas modalidades de realização;
Lembrei muito da minha sala de aula de 2 anos atrás! Isso mostra como é possível identificar as teorias que aprendemos com as nossas experiências em sala de aula, claro que a realidade sempre é diferente, mas de qualquer forma as teorias de aprendizagem, nos auxiliam na compreensão dessa realidade.
Com base no texto: Novas Didáticas e estratégias dos alunos face ao trabalho escolar. IN PERRENOUD, P. Práticas Pedagógicas, Profissão Docente e Formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997

