domingo, 13 de novembro de 2011

Novas Didáticas

Como adiantei no post anterior, este post, o segundo dessa terceira unidade, está relacionado às Novas Didáticas.
               
Na ultima aula, a professora nos propôs uma atividade: a simulação de um tribunal. Metade da turma ficaria responsável por “acusar” as Novas Didáticas, e a outra responsável por “defende-la”, sem considerar nossos próprios posicionamentos em relação ao assunto.
Fiquei com o grupo responsável por defender as Novas Didáticas, mostrar que elas são muito interessantes e de fato merecem serem aplicadas no cotidiano do ensino. Tivemos alguns minutos para desenvolver argumentos, baseados na leitura do texto indicado pela professora na aula anterior. Eu ainda fiquei com o papel de advogado e, portanto o responsável por expor os argumentos do grupo.
Apesar do pouco tempo disponível, o “tribunal” foi interessante, os acusadores basearam seus argumentos na ideia de que as Novas Didáticas, não se preocupavam com a realidade social do alunos, e de nada adiantaria liberdade no processo ensino/aprendizagem se o mundo fora da escola não é assim.
Na defesa, argumentamos que é justamente as Novas Didáticas que possibilitariam essa mudança na sociedade.
O resultado avaliado pelo júri formado por três alunos decretou empate!


               

Durante a atividade não conseguimos abordar uma grande gama de assuntos, que são importantes na Nova Didática, principalmente no que se refere às estratégias que os próprios alunos utilizam em relação às atividades propostas pelos professores nas Novas Didáticas.
               
 Quando li:

a) sofrer todos os tormentos á força do conformismo;
b) desembaraçar-se o mais rapidamente possível do trabalho com um mínimo de esforço;
c) perder o máximo de tempo;
d) fingir que não compreende nada das instruções e que é impossível avançar;
e) contestar abertamente a utilidade do trabalho pedido ou negociar as suas modalidades de realização;

Lembrei muito da minha sala de aula de 2 anos atrás! Isso mostra como é possível identificar as teorias que aprendemos com as nossas experiências em sala de aula, claro que a realidade sempre é diferente, mas de qualquer forma as teorias de aprendizagem, nos auxiliam na compreensão dessa realidade.



Com base no texto: Novas Didáticas e estratégias dos alunos face ao trabalho escolar. IN PERRENOUD, P. Práticas Pedagógicas, Profissão Docente e Formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997

Mas e no futuro...?

Olá, começamos no dia 4 deste mês a terceira unidade de nosso plano de ensino na disciplina de Didática-B, e trabalharemos com os seguintes temas: Teorias de Aprendizagem, Novas Didática, Avaliação e Planejamento. Seguindo esta ordem o primeiro post desta terceira unidade é sobre as Teorias de Aprendizagem, mas especificamente sobre as concepções interacionistas.

As concepções interacionistas são caracterizadas principalmente por colocar o aluno no centro do processo ensino/aprendizagem, ou seja, o aluno passa a ser um indivíduo ativo diferentemente de concepções anteriores nas quais o aluno era apenas passivo dentro deste processo.
O professor passa a ter um papel de “mediador” nesta concepção de ensino, não mais é o detentor do conhecimento absoluto, extraído unicamente dos livros. O conhecimento prévio do aluno passa a ser considerado muito importante para a aquisição de novos, dessa forma o professor participa do processo de construção dos saberes orientando a assimilação do aluno de novos conhecimentos.


Esse processo de ensino/aprendizagem pode ser entendido como um triângulo, formado por duplas-flechas que caracterização a interação:



*E o sistema didático que aplica os conceitos interacionistas são as Novas Didáticas, mas isso é assunto para o próximo post!

Mas e no futuro serei um professor interacionista?

Simpatizo muito com as abordagens interacionistas, e também concordo com a ideia de que a aprendizagem é um fenômeno que se realiza na interação com o outro. Desde minha escolarização convivo com este tipo de processo de aprendizagem de maneira prática, é claro que não compreendia do que se tratava, mas agora conhecendo a teoria, é possível identificar essas características em várias aulas que já tive.
Portanto não vejo porque não aplicar, quando professor, essas concepções, sendo que elas foram muito interessantes no meu processo de aprendizagem, me dando autonomia na construção de meu conhecimento, possibilitando que eu fosse sujeito ativo, e o mesmo eu desejo para os meus futuros alunos! 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Seminários

As aulas dos dias 21 e 28 foram destinadas as apresentações dos alunos sobre as Teorias de Currículo, agora é hora de comentar como foram essas experiências!



No primeiro dia de tivemos sete apresentações com os respectivos temas: Fenomenologia, Conceito de reprodução, Althusser, Bourdier, Conceito de Currículo Oculto, Paulo Freire e Saviani.
                Cada um deles mereceria um post de comentários, mas de qualquer forma vou ressaltar alguns aspectos importantes.

               
Nosso colega Anderson iniciou os trabalho falando do movimento  reconceptualista no qual o professor parte para a construção de um conhecimento concreto a partir das vivencias dos próprios alunos, movimento este que sofreu grande influência da Fenomenologia.  
                As duplas de Alhusser e Bourdier exploraram os recursos áudios-visuais além da própria fala, sendo que no primeiro a ênfase foi à importante conexão que Althusser faz entre ideologia e educação, lançando a questão: como a escola e o currículo funcionam como aparelho de ideológico? No segundo o destaque vai para o conceito de capital cultural de Bourdier e após uma boa explanação do assunto a dupla propôs que a turma contasse suas vivencias relacionadas a este tema.
                A exposição sobre Paulo Freire foi iniciada com um pequeno teatro, quese tratava de um diálogo entre um pescador, um professor e um advogado, sendo que os dois últimos desmereciam o conhecimento do primeiro, que era saber nadar, porém como o barco furou o único saber importante naquele momento era o do pescador.  Isso nos mostrou que não existe saberes mais relevantes do que outros e sim saberes diferentes. Ahh quase ia me esquecendo, eu participei dessa interação como o professor, que se considerava muito esperto por conhecer as letras, mas acabou morrendo afogado!


                 Na sexta-feira seguinte tivemos mais apresentações: O Contexto das Teorias Críticas, A Questão Étnica e Racial, duas sobre as Teorias Pós-Colonialistas, Teoria Queer e a Escola Parque Anísio Teixeira.

               
                A primeira apresentação do dia sobre o Contexto das Teorias Críticas foi muito interessante para percebermos toda a efervescência dos movimentos sociais da década de 60 e 70 e como eles interferiram na construção das teorias naquele período.
                Logo em seguida podemos acompanhar a fala das meninas sobre a Questão Étnica e Racial, que foi muito bem ilustrada com uma atividade na qual preenchemos uma espécie de visto para a entrada em um país fictício. Bom a grande dúvida era em qual raça ou etnia nos enquadramos. O que é ainda mais impressionante é que essas perguntas ainda fazem parte de questionários de vistos de entrada de alguns países, ou seja, a sua etnia ou raça determina se você pode ou não entrar ou permanecer em algum lugar! Um absurdo!
                Sobre Teorias Pós-Colonialistas tivemos duas apresentações sendo uma delas a minha juntamente com o meu colega Gil, onde procuramos destacar a forma colonizada e dominada do currículo brasileiro na década de setenta, analisando quadrinhos que ilustravam livros didáticos da época. Para nossa alegria ouve uma grande participação da turma, justamente um dos nossos principais objetivos foi alcançado.
                A outra apresentação sobre Teoria Pós-Colonialista tratou, através de uma dinâmica, de como estereótipos são criados para a segregação das pessoas, e que isso na realidade só enfraquece um grupo, estimulando divergências e rivalidades.
                Ainda ouve tempo para a Teoria Queer  e a Escola Sítio Anísio Teixeira.
Essas duas apresentação me chamaram muito a atenção, pelo fato de serem temas que, eu pelo menos, tinha pouco ou nenhum conhecimento.


                Eu particularmente gosto de apresentar trabalhos lá na frente, ainda mais em uma turma que preza o respeito com o colega que está apresentando e ainda contribui com os trabalhos participando através de questões e comentários.
Em minha opinião, de modo geral as apresentações foram de ótimo nível, sendo que cada um soube explorar bem suas potencialidades, seja através da utilização de vídeos e/ou slides ou de maneira mais tradicional através da fala e do quadro.