As aulas dos dias 21 e 28 foram destinadas as apresentações dos alunos sobre as Teorias de Currículo, agora é hora de comentar como foram essas experiências!
No primeiro dia de tivemos sete apresentações com os respectivos temas: Fenomenologia, Conceito de reprodução, Althusser, Bourdier, Conceito de Currículo Oculto, Paulo Freire e Saviani.
Cada um deles mereceria um post de comentários, mas de qualquer forma vou ressaltar alguns aspectos importantes.
Nosso colega Anderson iniciou os trabalho falando do movimento reconceptualista no qual o professor parte para a construção de um conhecimento concreto a partir das vivencias dos próprios alunos, movimento este que sofreu grande influência da Fenomenologia.
As duplas de Alhusser e Bourdier exploraram os recursos áudios-visuais além da própria fala, sendo que no primeiro a ênfase foi à importante conexão que Althusser faz entre ideologia e educação, lançando a questão: como a escola e o currículo funcionam como aparelho de ideológico? No segundo o destaque vai para o conceito de capital cultural de Bourdier e após uma boa explanação do assunto a dupla propôs que a turma contasse suas vivencias relacionadas a este tema.
A exposição sobre Paulo Freire foi iniciada com um pequeno teatro, quese tratava de um diálogo entre um pescador, um professor e um advogado, sendo que os dois últimos desmereciam o conhecimento do primeiro, que era saber nadar, porém como o barco furou o único saber importante naquele momento era o do pescador. Isso nos mostrou que não existe saberes mais relevantes do que outros e sim saberes diferentes. Ahh quase ia me esquecendo, eu participei dessa interação como o professor, que se considerava muito esperto por conhecer as letras, mas acabou morrendo afogado!
Na sexta-feira seguinte tivemos mais apresentações: O Contexto das Teorias Críticas, A Questão Étnica e Racial, duas sobre as Teorias Pós-Colonialistas, Teoria Queer e a Escola Parque Anísio Teixeira.
A primeira apresentação do dia sobre o Contexto das Teorias Críticas foi muito interessante para percebermos toda a efervescência dos movimentos sociais da década de 60 e 70 e como eles interferiram na construção das teorias naquele período.
Logo em seguida podemos acompanhar a fala das meninas sobre a Questão Étnica e Racial, que foi muito bem ilustrada com uma atividade na qual preenchemos uma espécie de visto para a entrada em um país fictício. Bom a grande dúvida era em qual raça ou etnia nos enquadramos. O que é ainda mais impressionante é que essas perguntas ainda fazem parte de questionários de vistos de entrada de alguns países, ou seja, a sua etnia ou raça determina se você pode ou não entrar ou permanecer em algum lugar! Um absurdo!
Sobre Teorias Pós-Colonialistas tivemos duas apresentações sendo uma delas a minha juntamente com o meu colega Gil, onde procuramos destacar a forma colonizada e dominada do currículo brasileiro na década de setenta, analisando quadrinhos que ilustravam livros didáticos da época. Para nossa alegria ouve uma grande participação da turma, justamente um dos nossos principais objetivos foi alcançado.
A outra apresentação sobre Teoria Pós-Colonialista tratou, através de uma dinâmica, de como estereótipos são criados para a segregação das pessoas, e que isso na realidade só enfraquece um grupo, estimulando divergências e rivalidades.
Ainda ouve tempo para a Teoria Queer e a Escola Sítio Anísio Teixeira.
Essas duas apresentação me chamaram muito a atenção, pelo fato de serem temas que, eu pelo menos, tinha pouco ou nenhum conhecimento.
Eu particularmente gosto de apresentar trabalhos lá na frente, ainda mais em uma turma que preza o respeito com o colega que está apresentando e ainda contribui com os trabalhos participando através de questões e comentários.
Em minha opinião, de modo geral as apresentações foram de ótimo nível, sendo que cada um soube explorar bem suas potencialidades, seja através da utilização de vídeos e/ou slides ou de maneira mais tradicional através da fala e do quadro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário