quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Post final...

Este é o último post do meu digifólio, e fazendo uma rápida retrospectiva vejo que tratamos de assuntos importantíssimos não é mesmo?

         Já questionamos qual o papel da escola em nossa sociedade, vimos como ocorre a socialização na sala de aula e como o professor é importante nesse processo, analisamos como as teorias de currículo influenciaram em nossa própria escolarização, conhecemos de maneira mais adequada os eixos norteadores da disciplina de História, comentamos como foi relevante e como aprendemos com os seminários apresentados por nós alunos.
       Trabalhamos ainda com as teorias de aprendizagem e no blog eu enfatizei a teoria interacionista, debatemos as novas didáticas, tratamos do ato de avaliar e por ultimo o de planejar.
         
Nem acredito que fizemos isso tudo em quatro meses! 

               Para mim o portfólio foi uma importante ferramenta de estudos dos temas trabalhados na disciplina, além de possibilitar que os alunos mostrem o seu próprio olhar problematizando inúmeras questões. Ao fazer o portfólio nossas reflexões se estendiam para outros ambientes e no caso do blog, disponibilizado para muitas pessoas, democratizando o conhecimento.
      Eu abusei de contar histórias da minha escolarização, mas acredito que isso significa que os assuntos abordados tinham grande relevância e logo era possível estabelecer uma relação com a experiência vivida por mim. 
    E se o objetivo do digifólio era ser também uma avaliação formativa, uma continuidade de nosso processo de aprendizagem ele cumpriu muito bem a tarefa!

E como diria o Dinho do Capital Inicial: Tudo que é bom dura pouco, e não acaba cedo! 

Por hoje é só e um... 

Planejar é preciso

                A professora, como último trabalho, nos propôs a criação de um projeto, tendo como tema geral: A Cidade. A partir disso haviam alguns requisitos e itens necessários para a construção do projeto.
            Nosso tema/título foi Alimentando Gigantes: Alimentação e Industrialização nos Séculos XIX e XX, nosso objetivo geral foi propor que os alunos conhecessem as características fundamentais das transformações tecnológicas e as modificações que elas operaram na alimentação e no modo de vida das populações urbanas, envolvendo a produção de alimentos e o consumo.
            Este trabalho foi uma ótima oportunidade para absorvermos alguns aspectos importantes do ato de planejar, que é fundamental para a profissão docente e que ainda não tínhamos tido contato durante o curso. Esse ato de planejar pode ser dividido em 3 momentos distintos:

1º - Período de antecipação: etapa de criação das práticas que serão utilizadas no projeto;

2º - Desenvolvimento do plano: etapa de construção propriamente dita do projeto;

3º - Período de reflexão final: etapa de análise do que foi desenvolvido e, se necessário, da correção dos problemas encontrados.

Planejar dá muito trabalho! Mas a recompensa disso são as utilidades do planejamento: já que ele gera uma reflexão sobre a prática, propicia segurança ao professor, pois organizam o ensino, podem ser um importante instrumento de troca de saberes entre os professores e, além disso, se vistos como registros, os planejamentos podem servir de base para o docente avaliar seus próprios métodos e aprimorá-los no futuro. 

No post anterior tratei o ato de avaliar como um desafio, bom digamos que planejar também pode entrar nessa categoria! 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Avaliação, mais um desafio da educação

        A definição que o dicionário trás de avaliar é a seguinte: Determinar o valor, o preço, a importância de alguma coisa. Bom, mas se tratando de pessoas essa definição me parece um tanto quanto inadequada.
            Por mais incrível que possa parecer muitas avaliações ainda são meramente qualificativas, se preocupando unicamente em determinar um valor para o "conhecimento" mostrado pelo aluno, seja através de uma prova, um trabalho ou uma produção textual.
            Na maioria das vezes essa classificação em forma de notas de zero a dez, faz com que os estudantes, percam o interesse pela aprendizagem, e seu objetivo passa a ser unicamente atingir um determinado número, que vai significar a passagem, para a série seguinte. Dessa maneira a avaliação se torna um desestímulo a aprendizagem, o que pode implicar no  fracasso escolar.

           
Calma! Nem tudo está perdido! 


            A avaliação pode ser um instrumento de aprendizagem, uma forma de continuidade dos estudos, uma sistematização de conteúdos. Ao invés de ter um caráter puramente qualificativo de seleção, a avaliação deve ter um aspecto formativo, deixando de apenas evidenciar erros e exaltar "ignorâncias"  para se tornar uma atividade crítica de conhecimento.
           
            A tarefa de avaliar não é nada fácil para um professor que se preocupa com o caráter formativo da avaliação, né professora Jane !?  
            

            Os modos de avaliação estão relacionados a própria característica paradoxal da escola: de formar para o mundo no qual estamos, um meio altamente competitivo, onde a avaliação seletiva é compassiva ao sistema; e uma outra função que vai de encontro com a anterior é a de formar pessoas crítica, que lutem pela mudança, e neste caso a avaliação formativa é muito mais adequada.